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Mostrando postagens de Abril, 2021

M'banda

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  M'banda é uma palavra do Kimbundu, uma língua Bantu, e com alguns significados, pode indicar um coletivo religioso, a/o líder desse coletivo, mas o de uso mais comum é : magia, a arte de curar. No Kimbundu quando as letras M e N precedem outra consoante, elas tem um som de vogais nasaladas, ou seja: em/en, im/ìn, um/un. A palavra M'banda pode ser lida como embanda, imbanda, umbanda ... Oscar Ribas, escritor e etnólogo Angolano, afirma que em Angola, " Umbanda " é um rito de cura, um tipo de medicina natural que envolve a intervenção de espíritos, é a ciência do Kimbanda ( sacerdote, curandeiro ). O historiador Wilson do Nascimento Barbosa, indica a palavra Nblanda para definir práticas religiosas Bantu no sudeste do país. Nblanda estaria muito além de um movimento religioso, seria uma filosofia espiritual mesclada a uma ideologia social na metade do século 19. Aqui M'banda tem exatamente este sentido, uma filosofia de vida que mescla espiritualidade, princípio

Energia: Reter, transferir...

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Energia é um assunto muito complexo em vários aspectos, em espiritualidade é mais complexo ainda... Acredito que as vezes algumas complexidades sobre energia espiritual tenham a ver com confusão semântica, precisamos dar nomes as coisas e nem sempre os nomes condizem com o real sentido... No meu trabalho por exemplo, usa-se muito a palavra neutra para categorizar algumas cores, mas neutra significa não estar em lugar algum, no meu material didático substitui a palavra neutra por mista que significa constituída por dois elementos, heterogênea... Não existem limites para energia, os limites são nossos, por isso é totalmente possível e normal o envio de energia a distância, um ritual de cura a distância , consulta ao oráculo a distância, sintonizações espirituais a distância, por outro lado um certo limite pode surgir quando a confusão semântica acontece, quando existe a ideia de retenção e transferência de energia. Reter significa aprisionar e é humanamente impossível aprisionar energia

Kalunga

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  No Brasil e talvez em outros países com religiões afro diaspóricas de origem Bantu ( Candomblé, Cabula, Kalundu, Makumba, Omolokô e até a Umbanda Africanizada, Palo Mayombe, Makaya, etc. )  a palavra Kalunga é muito usada para definir o mar ( Kalunga Grande ) e o cemitério ( Kalunga Pequena ) e de certa forma esse é o significado, mas eu tenho a impressão que na maioria das vezes é usada com medo, inclusive existe um certo medo quando entidades usam a palavra Kalunga em seus nomes simbólicos... No entanto, Kalunga está totalmente atrelada a cosmogonia Bantu , ao vários planos de existência, ao ciclo de concepção, nascimento, vida e morte da Dikenga . Kalunga é a linha divisória da Dikenga representada pelo mar, tudo acima da linha é vida, tudo abaixo da linha está relacionado a morte, mas não a morte dentro do conceito ocidental ou cristão. Abaixo da Kalunga estão os ancestrais e a preparação para novas vidas. Kalunga também é o nome da Divindade Suprema para alguns povos Bantus,

Boneca Voodoo

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Graças ao cinema o Voodoo ficou com estigmas ruins, talvez o maior seja o uso de bonecas espetadas com alfinetes em feitiços de vingança. Mas a realidade das bonecas Voodoo é bem diferente. O Voodoo se desenvolveu no Haiti e Luisiana, é uma religião afro diaspórica com forte influência Ewé/Fon e Bantu. É bem possível que as bonecas tenham se desenvolvido nas senzalas através do intercâmbio desses dois povos, uma fusão do Gris Gris Vodum e do Nkisi Bantu. O povo do Benin e do Togo usava umas esculturas de madeira com base pontiaguda para fixar na terra, normalmente no quintal. Essas esculturas eram recheadas ou ornamentadas com vários elementos e depois ativadas magicamente com saliva, ervas, álcool... Bócio Vodum - Benin - Commons Os Bantu tinham um costume muito parecido chamado Nkisi. No Brasil os Minkisi ( plural de Nkisi ) são entendidos como divindades, mas originalmente eram fetiches, uma espécie de receptáculo com poder mágico ou sobrenatural. Esses recipientes normalmente tinha

Miçangas

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Desde a antiguidade que todo elemento decorativo usado no corpo forma uma linguagem... Arqueólogos afirmam que o uso de miçangas na África remonta pelo ao menos 10.000 aC, tinham propriedades sociais, decorativas e religiosas, também foram moedas de troca ...  Eram confeccionadas com materiais naturais, sementes, pedras, ossos, conchas até a chegada da colonização e suas contas de vidro...   Adornavam a cabeça, pescoço, tornozelos, pulsos, acredita-se que inicialmente eram usadas como insígnias reais e posteriormente desenvolveram um significado mais popular, na maioria das vezes como identificação de cada etnia.  Esse desenvolvimento popular deu lugar ao simbolismo espiritual ou religioso.  Sangomas, N'gangas usam como amuletos, tanto para manter o equilíbrio espiritual quanto para banir energias ou espíritos ruins, as cores, formatos e onde serão usadas no corpo, variam de acordo com a necessidade espiritual. Também são usadas em oráculos e dentro de cabaças que quando sacudidas